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Seg, 08 de Fevereiro de 2010 22:36

Angola é uma ex-colônia portuguesa. A república unitária de Angola, composta de 18 províncias, e tem 14 milhões de pessoas. Seu PIB é de USD 20 bilhões. Sua renda per capita é de USD 340. É um país que vem mostrando um grande potencial e dinamismo em sua economia. Depende de dois produtos de exportação: petróleo e diamante. O petróleo contribuiu com cerca de 60% do PIB. Se por um lado, é bom, por outro não, pois não absorve mão-de-obra.

Existem duas moeda circulando em Angola: o kwanza e o dólar norte-americano. A taxa de câmbio é de AKZ 80,50 por cada USD 1,00. O regime cambial é flutuante (dirty-floating). O PIB de Angola cresceu mais de 16% no ano passado. Este ano, prevê-se em crescimento de mais de 10% ao ano. Angola já teve forte participação nos mercados mundiais de café, algodão e cana-de-açúcar antes dos 30 anos de guerra civil entre o MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola) do atual Presidente José Eduardo e a UNITA, financiado pela África do Sul e Estados Unidos, de Jonas Zavimbi, que foi morto pelas forças leais ao MPLA.

O regime de governo é um misto do parlamentarismo com o presidencialismo. O atual Presidente José Eduardo está no poder há mais de 30 anos. A paz foi assinada há quatro anos. Desde então o país está sendo reconstruído. O principal problema no interior do País foi a desminalização do país. Existem muitas minas enterradas no solo Angolano, o que dificulta o desenvolvimento das forças da agricultura. Quase tudo é importado pelos angolanos, pois ainda a indústria é incipiente.

Com relação à política macroeconômica, a inflação está sob controle. Prevê-se aumento de 10% no IPC para este ano. A política monetária mantém controle sobre a base monetária por meio dos leilões semanais de Títulos do Banco Central (TBC) e por meio das vendas de divisas por meio de leilão holandês diariamente, onde são ofertados tranches de divisas e que são vendidas por meio das melhores ofertas dos bancos comerciais que atuam em Angola. Os meios de pagamento no sentido restrito, M1, incluem a moeda nacional (kwanza) e os dólares. Há saldo superavitário na conta-corrente do balanço de pagamentos porque as exportações de petróleo sobram em relação às importações de bens e serviços. As reservas cambiais giram em torno de USD 5,0 bilhões, sendo estimada para mais de USD 6,0 bilhões no final de 2006. As contas do setor público chegam a provocar superávit no setor público.

Entretanto, nem tudo tem transcorrido normalmente no mercado financeiro internacional, pois a dívida externa de curto prazo de Angola está sub judice, pois os credores do Clube de Paris reivindicam o pagamento de cerca de USD 3,5 bilhões, que foram geradas durante a guerra civil, mas que não estão sendo reconhecidas pelo Governo do Presidente José Eduardo,pois foram tomadas pelo Jonas Zavimbi, que hoje está morto. Os maiores desafios para o atual governo (ou até o próximo governo quando houver eleição presidencial) são a elevada taxa de analfabetismo, a elevada taxa de mortalidade infantil, a elevada taxa de desemprego, a incipiente indústria nacional, a baixa esperança de vida (45 anos), entre outros.

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